Dia da Mulher | As lutas e conquistas no setor

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Especial 08/03 – Dia Internacional da Mulher

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O Dia Internacional da Mulher provoca reflexões, serve para impulsionar lutas e discutir o papel feminino na sociedade. E, apesar de as mulheres ainda serem minoria, há o que comemorar, ao menos no setor de Segurança. Tatiana Scatena, Head of Corporate Risk Services da G4S, há 15 anos no segmento, confirma que existe maior participação das mulheres atualmente.

“Desde o início da minha trajetória na Segurança, participava das principais reuniões e eventos do setor e eu era uma das raras mulheres presentes. Hoje o cenário melhorou muito. Somos menos de 12% e há um caminho a seguir, mas já é possível notar o crescimento da atuação das mulheres no segmento”, relata.

Para ela, além da conquista de mais espaço, há uma mudança que contribui para o aumento da atuação feminina. “Anteriormente, a Segurança sempre esteve atrelada à força física e autoridade, portanto, os homens acabavam tendo mais aderência e buscavam mais a profissão”, analisa Tatiana. “Entretanto, o mercado está amadurecendo rapidamente, puxado pelas novas tecnologias e desafios do setor. O novo cenário fez o profissional de Segurança estar com maior foco em inteligência, tecnologia e liderança, o que coloca a diversidade de gênero como fator relevante para construção de equipes de alta performance” acrescenta. 

Tatiana destaca, ainda, que o próprio mercado passou a buscar mulheres para compor equipes. “Muitas trazidas de outros setores para a área de Segurança e, consequentemente, isso resultou no aumento da participação das mulheres”. 

Esses fatores, segundo ela, contribuem para que o momento atual seja positivo para as mulheres na Segurança. “Já está comprovado que a diversidade traz mais produtividade e maior eficiência para os ambientes profissionais. Tem uma questão de imagem e uma questão de equilíbrio. Além disso, no caso da Segurança, as pessoas recebem as mulheres de forma menos defensiva em ocasiões específicas, principalmente em situações adversas”, explica.

Conquistas profissionais

Milene Ribeiro da Silva, analista de contratos da G4S, também encara de forma positiva as conquistas profissionais. Ela iniciou sua trajetória na G4S como recepcionista bilíngue, em 2012, e sempre buscou uma vaga em que trabalhasse diretamente para a empresa. 

“Em 2016, abriu uma vaga para recepcionista aqui na G4S, interna, e depois de quase dois anos consegui chegar ao comercial, que é onde estou hoje, também há dois anos”, comemora. A analista tira de sua própria experiência o que acredita que as mulheres precisam para garantirem seu espaço. “Devemos confiar em nossa competência”, aconselha. “Não podemos ter medo”.

A opinião de Tatiana é parecida à de Milene sobre o posicionamento que vê para a conquista do espaço profissional. “Tem um lado que a mulher precisa melhorar, que é se valorizar mais e se posicionar com mais confiança, não deixando que ninguém menospreze sua capacidade”, avalia. “Temos uma lição de casa que é a de valorizar nosso passe, de acreditar mais na gente”, finaliza. 

SOBRE 8 DE MARÇO

O chamado Dia Internacional da Mulher foi oficializado em 1975, intitulado pela ONU como o Ano Internacional da Mulher para lembrar conquistas políticas e sociais. A origem da data tem algumas explicações históricas. No Brasil, é comum relacioná-la ao incêndio ocorrido em Nova York no dia 25 de março de 1911, na Triangle Shirtwaist Company, quando 146 trabalhadores morreram, sendo 125 mulheres e 21 homens, o que trouxe à tona as más condições enfrentadas por mulheres na Revolução Industrial. 

A situação da mulher era muito diferente e pior que a dos homens nas questões trabalhistas. Na época, as jornadas para elas poderiam chegar a 16h por dia, seis dias por semana e, não raro, incluíam também os domingos. Uma série de manifestações marcaram aquele período. 

Em 1917, houve um marco ainda mais forte do que viria a ser o 8 de Março. Um grupo de operárias saiu às ruas para se manifestar contra a fome e a Primeira Guerra Mundial, movimento que seria o pontapé inicial da Revolução Russa. O protesto aconteceu em 23 de fevereiro pelo antigo calendário russo – 8 de março no calendário gregoriano, que os soviéticos adotariam em 1918 e é utilizado pela maioria dos países do mundo hoje.


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