Drones na segurança: aliados do monitoramento

Posted by
LinkedIn
Facebook
Facebook
Twitter
Google+
https://blog.g4s.com.br/drones-na-seguranca/

Por Edgard Mello, Gerente Operacional de Segurança da G4S Brasil


Com sistemas cada vez mais refinados e imagens de alta qualidade, os drones podem fazer a diferença no monitoramento de segurança

 

drones na segurança

 

Com novas tecnologias sendo desenvolvidas e mais equipamentos disponíveis no mercado, os drones estão cada vez mais versáteis. Também conhecido como RPAS (Remotely Piloted Aircraft System, sistema de aeronave remotamente pilotada) e VANT (Veículo Aéreo Não Tripulado), um drone tem muitas aplicações e pode ser um aliado importante para a segurança, principalmente no que diz respeito ao monitoramento.

Embora o termo drone possa ser utilizado tanto para os equipamentos de recreação quanto para os profissionais, o uso amador do sistema é mais conhecido como aeromodelismo. As aplicações ao mundo corporativo usam RPAS como termo oficial, padronizado mundialmente pela Organização da Aviação Civil Internacional (OACI).

Equipados com câmeras de diversos tipos, as aplicações de um drone na segurança também são variadas. A capacidade de capturar imagens aéreas – tanto fotos quanto vídeos – é extremamente útil na hora de planejar a segurança. As imagens proporcionam uma visão ampla e em tempo real dos espaços, o que ajuda a identificar fragilidades e a organizar melhor os componentes da operação. Além disso, o uso de drones diminui a necessidade de riscos humanos. Drones podem ser utilizados para checar a segurança de perímetros ou verificar alarmes que dispararam. Dessa forma, não há necessidade de colocar um agente em campo, expondo-o a um possível risco. 

 

Vantagens do RPAS na segurança

 

As principais aplicações desse tipo de equipamento na segurança são para o monitoramento de grandes áreas. É um sistema útil, por exemplo, para fiscalizar a segurança em áreas rurais e industriais, onde a operação por terra demanda muito tempo, longos deslocamentos e o envolvimento de muitos profissionais. Com o drone, as imagens são transmitidas em tempo real para uma central de monitoramento e é possível encaminhar a equipe presencial, em solo, apenas em ocorrências que exigem intervenção.

O drone também é uma solução de monitoramento interessante em situações extremas, que possam colocar em risco a vida dos agentes no solo, como acidentes, invasões ou regiões muito violentas. Dessa forma, as imagens transmitidas em tempo real permitem o entendimento da situação e colaboram para que as ações físicas aconteçam de forma estrategicamente planejada, evitando riscos desnecessários.

Áreas de menor extensão, mas de difícil acesso – como locais com muitas construções ou vegetação muito densa, que dificultem o acesso por terra –,  também podem se beneficiar com o uso de drones. O serviço de ronda virtual pode ser feito com esses equipamentos, que captam imagens em alta resolução com confiabilidade.

Além das aplicações para a segurança, outros usos corporativos também compreendem equipamentos criados para fins específicos, como RPAS para controle de pragas em plantações, sistemas para contagem de estoque, entregas e inspeção de obras na construção civil.  

 

Regulamentação e autorizações para drones

 

Drones são considerados aviões não tripulados, por isso sua regulamentação é responsabilidade da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil). Em maio de 2017, a agência publicou o Regulamento Brasileiro de Aviação Civil Especial nº 94/2017, complementar às normas de operação já estabelecidas pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) e pela Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL). Os equipamentos só podem ser operados em áreas com no mínimo 30 metros horizontais de distância das pessoas não envolvidas com a operação e cada piloto remoto só poderá operar um equipamento por vez.

Para operar um RPAS, são exigidas licenças e certificações específicas em alguns casos, variando de acordo com a classificação do drone e a altura que o equipamento irá atingir. Todos os operadores de drones para uso profissional devem ser maiores de 18 anos. As classificações são:

 

  • Classe 1 – Peso máximo de decolagem maior que 150 kg

  • Classe 2 – Peso máximo de decolagem maior que 25 kg e até 150 kg

  • Classe 3 – Peso máximo de decolagem de até 25 kg

A licença e a habilitação da ANAC são obrigatórias em todas as classe para voos acima de 400 pés. Os pilotos remotos das classes 1 e 2 também deverão possuir o Certificado Médico Aeronáutico (CMA), que para a classe 3 só é obrigatório acima dos 400 pés.  

 


 

Leia também:

 

Baixe o e-book: “Tecnologia a serviço da segurança”!

5 lançamentos da CES 2018 para o setor de segurança e facilities

 

Siga a G4S no Linkedin!



 

É importante compreender que o drone deve ser utilizado dentro de uma estratégia de segurança, que compreenda também a integração com as equipes e com outras tecnologias, como centrais de monitoramento. Também é indispensável contar com empresas especializadas, com operadores autorizados e certificados,  pois o uso incorreto do drone pode ser arriscado e pouco efetivo.

 


Edgard Mello, gerente operacional de segurança da G4S Brasil

 

Edgard Mello é gerente operacional de segurança na G4S Brasil, formado em Gestão de Segurança pela FECAP, é especialista em Ciências Policiais pela Fundação Brasileira de Ciências Policiais. Atuando com uma vasta experiência de cerca de 30 anos em gestão e planejamento de operações de segurança.

 

 


 

Quer saber mais? Preencha o formulário abaixo e aguarde o contato de um dos especialistas em segurança e tecnologia da G4S Brasil!

* Esses campos são obrigatórios.