Facilities em ambientes críticos: Portos

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A importância estratégica do planejamento de facilities para determinar as melhores práticas e a relação inerente com a segurança para alcançar o sucesso das operações. 

As competências de Facilities Management vão muito além da execução dos serviços. De acordo com IFMA (International Facility Management Association), estão entre as atribuições do setor: comunicação, planejamento, liderança, conhecimento técnico específico para cada ambiente, fatores humanos e tecnologia – e aqui citamos apenas algumas para reforçar o caráter estratégico. Muito mais do que somente a execução, essas competências demonstram que o profissional de FM têm um papel fundamental também nas etapas de diagnóstico e planejamento.

Todas as operações de facilities exigem um planejamento apurado para garantir o sucesso na implementação dos serviços. Em ambientes críticos, esse planejamento é ainda mais meticuloso no reconhecimento das singularidades de cada espaço levando em conta, inclusive, aspectos naturais. 

Características específicas em portos

No caso dos portos, um diagnóstico minucioso inclui a verificação da infraestrutura, condições meteorológicas, reconhecimento do relevo e dos canais de acesso, entre outros elementos que permitem conhecer todas as condições e traçar as melhores estratégias para aplicar as operações com eficiência e segurança.

Além do diagnóstico in loco e do contato direto com todas as áreas da organização, esse reconhecimento se dá por meio de documentos e registros que reúnam as informações de forma detalhada – com características geográficas precisas, incluindo informações sobre correntes, marés e ondas. 

Outra questão importante no trabalho de facilities para esses espaços é o uso de EPIs (equipamentos de proteção individual), levando em consideração as normas e padrões internacionais de segurança ISPS ( International Ship and Port Facilities Security Code) para determinar quais os itens obrigatórios para as operações.

Todas essas informações, previamente verificadas, contribuem para traçar um plano de ação que considere riscos e oportunidades. Nesse tipo de ambiente, podemos ainda classificar os riscos a serem verificados em duas categorias:

Riscos situacionais

Neste grupo, devem ser considerados os riscos específicos de cada situação. Quanto maior a quantidade ou a ocorrência desses riscos, maior a criticidade do lugar. Aqui devem ser pontuados:

  • Riscos do local: são riscos relacionados tanto pelas características estruturais, quanto geográficas. No caso dos portos, inclui questões de clima e relevo, tamanho do espaço e localização no mapa (como o Porto Guaíba, localizado em uma ilha). 
  • Chances de contaminação ou incêndios: portos concentram grandes volumes de materiais em trânsito ou armazenamento, mesmo que temporário. Além da logística complexa, é preciso saber que tipo de produto pode estar no local – considerando os perigos (produtos inflamáveis e tóxicos) para que medidas preventivas sejam adotadas e garantam a segurança do espaço e das pessoas que trabalham no local, mitigando riscos de contaminação ou incêndios, por exemplo.
  • Brechas nos processos: a verificação dos processos também está incluída no diagnóstico de riscos tanto para funções administrativas, quanto de facilities e segurança. A organização desses processos, como a logística, deve estar bem planejada para evitar brechas que possibilitem extravio de materiais, por exemplo, mitigando o risco de perdas e danos.
  • Informações sigilosas: os dados são tão importante quanto o ambiente físico e também levantam riscos de grandes proporções. Postos administrativos e de vigilância lidam com esse tipo de questão e a proteção de dados influi na execução de suas funções. A avaliação do nível de segurança dos dados contribui para que falhas sejam identificadas e ajustadas, mitigando os riscos de quebra de sigilo, vazamento de informações ou até mesmo ataques cibernéticos.

Riscos funcionais

É preciso reforçar que o objetivo principal da segurança é proteger as pessoas. Por isso, é necessário considerar sempre os riscos aos quais os profissionais e demais pessoas no local estão sujeitos, incluindo os profissionais de facilities.

  • Integridade física: trata dos riscos físicos aos quais esse profissional estará exposto, considerando a probabilidade de acidente e de ocorrências.
  • Integridade local: trata dos riscos aos quais as pessoas estão expostas por conta das características do ambiente, como proximidade a regiões perigosas, possibilidade de quedas ou presença de riscos ambientais.
  • Saúde: trata dos riscos à saúde das pessoas, como a contaminação por agentes biológicos ou agentes químicos.

Treinamento especializado

Da identificação dos riscos surge a definição dos melhores instrumentos e tecnologias apropriadas para a execução do trabalho, bem como as oportunidades para definir a melhor metodologia a ser adotada para a execução das operações. O mapeamento ajuda ainda a direcionar um treinamento específico para os profissionais que irão operar nesses ambientes, preparando-os com precisão técnica para o desenvolvimento pleno de suas funções.

Esses pontos podem e devem ser considerados tanto no treinamento dos profissionais envolvidos na operação quanto nas ferramentas a que essas pessoas terão acesso. Os riscos devem ser mitigados ao máximo no planejamento e, caso não seja possível eliminá-los completamente, todo o operacional envolvido deve fazer o uso correto dos EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) e EPCs (Equipamentos de Proteção Coletiva) recomendados à situação.

Importante lembrar que ao proteger o profissional e as pessoas que circulam no local, a empresa também se protege dos riscos jurídicos aos quais está sujeita em caso de acidentes. Assegurar que o profissional em questão está trabalhando com a estrutura, o treinamento e as ferramentas corretas é obrigatório por lei, principalmente em ambientes com altos riscos à integridade física.

Experiência comprovada: a importância dos serviços integrados

Os ambientes críticos apresentam exigências, singularidades e questões técnicas muito evidentes. E aqui conseguimos perceber com maior evidência também como as questões de segurança estão relacionadas com o planejamento de facilities e a execução de suas operações. Portanto, é importante entender com profundidade as duas áreas – facilities e segurança – para conseguir traçar as melhores estratégias e operações, pois ambos exigem treinamento, conhecimentos específicos e um alinhamento preciso entre suas atividades. 

Falamos isso embasados em qualificação e também por experiência. A G4S é especialista nesses ambientes e, entre outros, podemos citar as atividades da empresa nos terminais da Vale, no Porto de Ilha Guaíba, em Mangaratiba, no estado do Rio de Janeiro, em que está presente com profissionais de facilities (assistente operacional e administrativo) e também de segurança.

A experiência em traçar planejamentos minuciosos e específicos comprova: a integração dos serviços resulta em equipes mais alinhadas e capacitadas para executar suas funções de forma mais confiável e eficiente. Os ambientes críticos são ótimos reguladores para demonstrar como essa fórmula contribui no sucesso das operações.

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