Inteligência Artificial na segurança: o que vem por aí

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Preparar as equipes para o futuro é o desafio do gestor de segurança. A inteligência artificial vem para somar esforços à operação

Inteligência Aritifical na segurança - Como preparas as equipes

 

Segundo dados da Gartner, consultoria de tecnologia e pesquisa global, entre 2020 e 2025, serão criados cerca de 2 milhões de empregos relacionados à inteligência artificial. Diante dessa previsão, empresas de segurança e facilities devem se preparar para essa realidade cada vez mais próxima. É preciso encontrar meios de oferecer e interagir com essa tecnologia para aprimorar a qualidade dos serviços prestados.

 

O conceito de Inteligência Artificial

 

A Inteligência Artificial, ou Artificial intelligence (AI) é um tipo de tecnologia desenvolvida para emular o comportamento humano, resolvendo problemas complexos com autonomia para tomada de decisões. Robôs e programas equipados com AI são capazes de aprender com a experiência e chegar a conclusões a partir dos dados disponíveis. Entre as aplicações mais populares atualmente estão os carros autônomos, os assistentes de voz e os chatbots (sistemas capazes de interagir e resolver problemas em conversas online).

Na segurança, esse conceito vem sendo explorado principalmente nos sistemas de monitoramento. Utilizando câmeras inteligentes, com reconhecimento facial, é possível automatizar o registro e autorizações de acesso tanto de pessoas quanto de veículos, por exemplo. Outras variações também vêm sendo utilizadas no controle de acesso e na cibersegurança.

O grande impacto da união entre os equipamentos e a AI é a possibilidade de machine learning. Segundo esse conceito, os equipamentos passam a ter a habilidade de aprender com o dia a dia das ações. Robôs encarregados de rondas, por exemplo, podem identificar caminhos mais rápidos ou mais abrangentes para as rotas. Câmeras podem compreender sozinhas mudanças na rotina e identificar padrões para acionamento de segurança. A partir de um banco de dados inicial, máquinas equipadas com AI podem continuar aprendendo e otimizando a realização das tarefas, trazendo ganhos para a produtividade das operações.

 

Trabalho conjunto

 

O desenvolvimento da AI trará vantagens para o setor de segurança, como a redução de custos e a menor exposição dos profissionais a situações de risco. Rondas equipadas com dispositivos de inteligência artificial podem ser feitas por robôs em ambientes que ofereçam riscos à integridade humana, como locais com temperaturas extremas, muito violentos, grandes distâncias a serem percorridas ou baixa visibilidade.

Embora tenha capacidade para analisar e responder a volumes de dados com mais velocidade que um ser humano, a tecnologia desenvolvida nessa área segue necessitando de interação humana. O trabalho passa a ser conjunto, exigindo pessoal cada vez mais capacitado e especializado para agir de forma combinada.

Preparar as equipes e segurança para essa realidade é um desafio com solução definida: treinamento constante. Será preciso manter os profissionais atualizados e aptos a interagir com os equipamentos e sistemas disponíveis. Mesmo nos casos em que a substituição física poderá acontecer – como robôs equipados com câmeras para rondas com transmissão em tempo real -, será preciso contar com profissionais capacitados a interpretar e reagir às imagens, na Central de Monitoramento.

 


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