Como os prédios inteligentes transformaram o papel do gestor de facilities

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https://blog.g4s.com.br/predios-inteligentes-novo-papel-gestor/

Por Sérgio Souza, CEO da G4S no Brasil


Quais as consequências da alta tecnologia em prédios inteligentes para o gestor de facilities – e como se preparar para essa realidade?

 

Prédios Inteligentes e o Novo Papel do Gestor de Facilities

 

Cada vez mais presentes no mundo, os smart buildings (ou prédios inteligentes) se consolidaram nos últimos anos. Um dos principais requisitos para assegurar a eficiência energética e ambiental, essencial para os smart buildings, a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) traz informações que reforçam esse movimento: o Brasil é o 4º no ranking de construções com a certificação, que sozinha favorece uma valorização de 4% a 8% por metro quadrado. Edifícios com sistemas cada vez mais complexos demandam uma gestão mais sofisticada. Mas quais as consequências diretas para o gestor de facilities?

Para responder a essa questão, temos que partir do fato de que cada sistema inteligente está gerando dados constantemente, 24/7. Essas informações, vindas de diversas fontes, proporcionam um retrato completo sobre o edifício, com dados de seu uso diário e do comportamento dos ocupantes. Isso também permite análises preditivas e ações cada vez mais eficientes, rápidas e autônomas. A consequência é que, com grande parte de suas tarefas diárias automatizadas, o gestor de facilities precisará se atualizar e se transformar – exatamente como o edifício.

 

Data-based management

 

O novo papel do gestor de facilities envolve uma mudança em suas habilidades. Ele deverá agir como um analista dos dados, usando as informações de modo cada vez mais inteligente e respondendo, e não mais reagindo, de forma preditiva. Trata-se de um data-based management, em que o gestor assume cada vez mais uma postura analítica e estratégica diante da operação.

Nesse cenário, impactos positivos serão percebidos em toda a gestão. A otimização do consumo e o uso inteligente dos recursos poderão ser percebidos diretamente no orçamento, com uma diminuição significativa no TCO (Total Cost Of Ownership). O risco de falha humana também será reduzido, com informações em tempo real que identifiquem e corrijam problemas antes mesmo que eles sejam identificados pelos ocupantes.

Com a inclusão dos sistemas autônomos, o próprio edifício se encarregará de tarefas simples como apontar necessidades de reposição de material, limpeza ou intervenção de segurança. Dessa forma, a ação do gestor passa de reativa para preditiva: observando os dados, será possível prever cenários e propor ajustes com mais precisão e rapidez. Os dados podem indicar, por exemplo, que todos os dias em determinado horário um dos andares do prédio fica vazio. Com isso, é possível tomar uma decisão como realocar os ocupantes desse andar ou reorganizar os turnos dos profissionais de limpeza.

 

Novo momento, novo olhar

 

É importante lembrar que o gestor não trabalha sozinho. Por isso, qualquer mudança em sua forma de atuar impacta também sua equipe. Enquanto os assistentes dos gestores precisarão também desenvolver uma postura analítica diante das informações que serão geradas pelos dados coletados, a equipe de profissionais em campo também precisará de cada vez mais qualificação para atuar com novas tecnologias, equipamentos e com um mindset preventivo e não corretivo.

Lidando com tecnologias cada vez mais sofisticadas, as equipes de limpeza, portaria, recepção e segurança deverão estar preparadas para lidar com esses sistemas, trabalhando em conjunto com eles. Desde a utilização de aplicativos para monitorar a limpeza em tempo real até o acionamento automático de uma equipe de segurança ou o acesso ao prédio via totem de autoatendimento, todos deverão estar treinados e preparados para lidar com essas ferramentas, fazendo um uso adequado e seguro. E, claro, a retroalimentação de informações passa a ser fundamental para garantir processos vivos e atualizados, mantendo o dinamismo de uma operação de facilities ainda mais instigante.

Tanto a seleção quanto a etapa de treinamento das equipes devem ser encaradas como cruciais pelos gestores. Isso porque, diante de um cenário com alta competitividade e de constantes qualificações que exigem cada vez mais investimento, a atenção aos detalhes e às pessoas deve ser ainda maior. Mudar o modo como olhamos para as coisas também é necessário. É preciso repensar a forma como encaramos hoje nosso staff, compreendendo que a tecnologia só atinge seu potencial máximo quando conta com uma equipe selecionada e bem treinada para lidar com ela. O investimento conjunto em equipamentos e em pessoas é um investimento com retorno garantido.

Não podemos deixar de considerar um último mas não menos importante participante neste cenário, que são os clientes e a forma como podemos beneficiar a experiência deles no uso das soluções de forma muito tangível. Diminuição de filas, áreas mais limpas e mais adequadas para uso, tratamento personalizado e direcionado são alguns dos exemplos que podem ser facilmente percebidos pelos clientes e usuários de um edifício inteligente.  

No geral, podemos concluir que o foco no cliente é reforçado e que o gestor passa a ter ferramentas muito mais poderosas para a garantia e aprimoramento dos serviços para os clientes.

 


Foto Sergio Souza CEO G4S BrasilSérgio Souza é CEO da G4S no Brasil desde 2015, liderando mais de 20.000 colaboradores, e Conselheiro da Britcham desde 2017. Tem formação acadêmica em Estatística pela Unicamp e Business Management pela Northwesthern University – Kellog School of Management. Com 20 anos de experiência em cargos de liderança, iniciou a sua carreira na Pirelli e chegou à posição de COO na GE Capital. No início dos anos 2000, foi Chief Operating and Technology Officer da Visa Vale e, em 2008, assumiu como CEO da Interfile. Também foi CEO da Teleperformance – líder global em gestão omnicanal de relacionamento e experiência do consumidor.


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